Walter Benjamin em: a crise de Baco

Por: Beatriz Ortiz, Eduardo Simões, Luiz Gustavo Ribeiro, Maria Júlia Araújo e Marina Barquete

Diogo Moncorvo, conhecido artisticamente como Baco Exu do Blues, é um rapper nordestino que utiliza a arte aliada ao escárnio como um instrumento político e de luta. Imagine agora que Walter Benjamin vive no século XXI e é um amigo próximo de Diogo. Como seria uma conversa no WhatsApp entre os dois? Criamos o um diálogo fictício para simular isto. Mas antes, para entender melhor a história, leia a seguinte introdução:

15 de junho de 2018. Diogo Moncorvo, conhecido artisticamente como Baco Exu do Blues, anda de um lado para o outro em seu apartamento no centro de Salvador tentando em meios aos seus pensamentos ansiosos encontrar a forma certa de alcançar seu objetivo. Baco é rapper nordestino, filho de mãe professora de literatura, e é daí que vem sua paixão por poesia.

Mas a poesia não é a única paixão de Baco, ele também é apaixonado por sua cidade, Salvador, e por sua região como todo: o nordeste. Essa junção de paixões é que sustenta o seu objetivo, Baco quer por meio de sua música, democratizar o rap e a cultura nordestina, levar esse conteúdo para o resto do Brasil e dar visibilidade para sua região que muitas vezes é esquecida em um cenário em que o palco do rap brasileiro é o Rio de Janeiro e São Paulo e a cultura do sudeste recebe mais visibilidade do que a das outras.

Enquanto seus passos aflitos ecoam pelo apartamento, um pensamento permeia a mente de Baco. Mas ele se conhece, sabe que é precipitado, resolve então compartilhar sua ideia com um amigo para depois tomar qualquer decisão. Baco então busca seu telefone, procura pelos nomes salvos em seus contatos até encontrar “Walter Benjamin”, seu amigo íntimo, que ele sabe que pode ajuda-lo.

Confira o diálogo entre eles: